Fundamentos práticos e legais para iniciar na Vela Oceânica
Iniciar na vela no Brasil envolve compreender as diferenças fundamentais entre duas trajetórias de aprendizado.
- Veleiros monotipos: caracterizados por embarcações menores de bolina móvel como o Laser e o Dingue. São ideais para rios e lagos abrigados, mas também navegam no mar. Barcos dinâmicos e rápidos que dependem do contrapeso do corpo para manter o equilíbrio. Capotam com certa facilidade, mas também desviram com facilidade.
- Veleiros de oceano: embarcações maiores dotadas de cabine. Possuem quilha fixa, móvel e até mesmo bolina. São comumente projetadas para navegar em águas abertas.
O ingresso direto na vela de oceano é amplamente recomendado para quem busca conforto, segurança contra o emborcamento e o desejo de realizar cruzeiros de longo curso.
A legislação nacional estabelece a necessidade de formação prática documentada (atestado de embarque) fornecida por escolas credenciadas. O processo assemelha-se à obtenção da habilitação terrestre, onde o aluno cumpre o treinamento prático a bordo para receber o atestado de treinamento e habilitar-se para o exame teórico conduzido pela Marinha do Brasil.
A primeira habilitação é chamada de Arrais Amador (águas abrigadas). Na sequência vem o Mestre (até 20 milhas da costa e o Capitão (sem restrições de navegação).
Cabe ressaltar que NÃO é necessário possuir a habilitação da Marinha para participar das atividades oferecidas pela Escola Oceano.
Importante: antes de realizar investimentos financeiros na compra de cotas ou barcos próprios, o candidato a velejador deve vivenciar a sensação física de navegar em um barco de oceano, avaliando sua adaptação ao balanço, à dinâmica solar e ao vento.
Sobre a nossa área de navegação: nossa área de navegação em Florianópolis, no bairro de Santo Antônio de Lisboa, destaca-se como o polo ideal para essa introdução, oferecendo tanto o abrigo geográfico quanto a exposição controlada ao mar aberto.