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Base Florianópolis - Santo Antônio de Lisboa
fone: 48 988113123
Prof. Marcelo Visintainer Lopes
escoladevelaoceano@gmail.com

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Tire as suas dúvidas - perguntas mais frequentes

1.     Como funciona o curso de vela?
2.     Existem pré-requisitos para aprender a velejar?
3.     É preciso ter barco próprio para aprender?
4.     Em que cursos eu posso me inscrever inicialmente?
5.     Quais são os dias e horários das aulas?
6.     Posso velejar em outros dias e horários fora dos finais de semana?
7.     Que tipo de roupas e acessórios eu devo levar para o curso?
8.     Gostaria de entender como será a minha primeira aula.
9.     Qual a carga horária do curso?
10.  Existem outras opções de cursos para um aluno formado?
11.  Qual o tamanho das turmas?
12. Posso aprender a velejar no meu próprio veleiro?
13.   Depois de formado eu posso continuar velejando sem ter que comprar um barco?
14. Porto Alegre é um bom local para velejar?
15.  Quais as vantagens do curso ser ministrado por módulos?
16.  O que é ensinado em cada módulo?
17.   Por que eu deveria aprender a velejar com a Oceano?

Respostas:

1.  Como funciona o curso de vela?

1.1 O curso de Iniciação à Vela Oceânica é ministrado a bordo do Veleiro Escola Oceano VI (modelo Wind 34’ do estaleiro Wind Brasil).
1.2 A carga horária total é de 86 horas, divididas em quatro módulos.
1.3 De março a dezembro, os módulos são realizados em dois finais de semana (04 aulas de 5 horas – turnos manhã “ou” tarde) e nos meses de janeiro e fevereiro o formato é de “intensivo” (01 final de semana com 02 aulas de 10 horas – das 8h às 18 com almoço a bordo).
1.4 Não é obrigatória a conclusão de todo o curso. Você cursa apenas os módulos que desejar.
1.5 As aulas são práticas e a teoria é aplicada a bordo, geralmente com o barco em movimento.  


2.  Existem pré-requisitos para aprender a velejar?

Não existem pré-requisitos. Os cursos são voltados para pessoas sem nenhuma experiência.
Se você já fez algum curso em outra escola poderemos indicar módulos mais avançados, conforme o seu nível de experiência.
Se você possui alguma limitação física converse conosco e faremos uma avaliação para melhor atendê-lo a bordo.


3.  É preciso ter barco próprio para aprender?

Não é preciso. Fornecemos o veleiro e todos os equipamentos necessários para o seu aprendizado.


4.  Em que cursos eu posso me inscrever inicialmente?

O ideal é você conversar com o instrutor antes de realizar a inscrição.
Evite investir tempo e dinheiro em treinamentos desnecessários. 


5.  Quais são os dias e horários dos cursos?

Sábados e domingos com duas turmas, sendo uma pela manhã e outra à tarde.
A turma da manhã tem horário das 8h às 13h.
A turma da tarde tem horário das 13h às 18h.


6.  Posso velejar em outros dias e horários fora dos finais de semana?

Sim, nos dias e horários que você preferir (de segunda a sexta das 06h às 23h30).
Esta modalidade é chamada de “Personal Sailing”. São planos de 05, 10, 20 ou mais horas.
A principal vantagem, além da flexibilidade de horários, é a possibilidade de uma aula ser transferida quando as condições de tempo e vento não estiverem boas. O instrutor realiza um contato no dia da sua aula e informa o seu parecer meteorológico. Você também poderá acompanhar as condições através dos sites indicados por nós e a decisão de velejar ou não é sua!


7.  Que tipo de roupas e acessórios eu devo levar para o curso?

Leve uma mochila ou bolsa de viagem de tamanho médio com os seguintes itens:
Primavera e verão: tênis de sola clara, abrigo impermeável, bermuda/calça, casaco, toalha e uma muda de roupa seca (para trocar se necessário).
Outono e inverno: todos os itens acima e mais o gorro de lã, luvas, calça quente e casaco grosso e quente.
Máquina fotográfica, óculos de sol, protetor solar e boné também são elementos essenciais.


8.  Gostaria de entender como será a minha primeira aula.

É importante que você para a primeira aula preparado para velejar (traga as roupas e acessórios da pergunta nº 07).
A bordo: primeiro você será apresentado ao veleiro escola e depois iniciará a identificação dos principais cabos de trabalho e também das velas e outros materiais que compõem a montagem de um barco à vela.
Em seguida identificamos a direção do vento e avaliamos a ordem correta para a liberação dos cabos de amarração.
Feito isto desatracamos o barco e rumamos para um local com espaço suficiente para subir a vela principal.
Na seqüência abrimos a vela de proa (genoa) e desligamos o motor.  Pronto, o barco está velejando!
A partir de agora todas as manobras de vela e leme serão realizadas por você e por seus colegas, com as dicas do instrutor, é claro!


9.  Qual a carga horária do curso?

A carga horária é de 86 horas, assim divididas:
- Módulo I- 20 horas
- Módulo II - 20 horas
- Módulo III- 20 horas
- Módulo IV - 26 horas


10.   Existem outras opções de cursos para um aluno formado?

Depois de formado você poderá partir para o estudo por disciplina como nos exemplos a seguir: meteorologia, manutenção e costura de velas, manutenção em fiberglass, manutenção de motores, primeiros socorros, combate a incêndio, navegação estimada, GPS, reboque e salvamento, regulagens de mastro, preparação para viagens, marinharia, manobras, culinária de bordo, elétrica básica, hidráulica básica, comunicações e muitas outras...


11.   Qual o tamanho das turmas?

Cada turma tem no máximo 06 alunos.


12.   Posso aprender a velejar no meu próprio veleiro?

Sim. Este serviço é chamado de “Sail Coach”.
Elaboraremos em conjunto um plano de trabalho que atenda os seus objetivos, metas e horários. Os planos de horas são os mesmos do Personal Sailing (05, 10, 20 ou mais horas).


13.   Depois de formado eu posso continuar velejando sem ter que comprar um barco?

Sim, com certeza!
Estas são as opções para a manutenção do seu aprendizado:
1.  locação do veleiro escola com skipper;
2.  locação de veleiros Ranger 22’ (duas primeiras horas com instrutor);
3.  locação de monotipos da classe Dingui (duas primeiras horas com instrutor);
4. locação de monotipos da classe Flash 13,5 (duas primeiras horas com instrutor);
5.  tripulante em travessias na Lagoa dos Patos;
6.  tripulante em regatas do calendário de vela do RS;
7.  tripulante em travessias na costa do Brasil;
8.  ouvinte em módulos já cursados (manutenção do aprendizado).


14.   Porto Alegre é um bom local para velejar?

O Lago Guaíba é um local privilegiado para a prática de esportes náuticos e dentre as suas características destacam-se:
1. Grande extensão (aproximadamente 70 km)
2. Boa largura (variando de 2 a 20 km)
3. Boa profundidade (média de 2 a 3m)
4. Excelentes condições de vento
5. Grande diversidade de ambientes naturais (da Mata Atlântica preservada até as praias desertas de areias brancas e vegetação nativa)
6.   Ótimas enseadas com abrigos para a instrução em dias mais ventosos


15.   Quais as vantagens do curso ser ministrado por módulos?

A primeira vantagem é pedagógica. O ideal é que exista um intervalo entre um programa e outro para que haja boa sedimentação do aprendizado, ainda mais que velejar não é algo que você consiga treinar em casa.
A segunda é a baixa ocupação dos seus finais de semana. Seriam necessários 07 finais de semana consecutivos para que o curso completo fosse concluído.
A terceira é a diluição do investimento.

Curiosidades:
A maioria dos nossos alunos conclui o curso ao longo de um ano e não é incomum a conclusão em mais tempo. Desta forma a chance de você realizar a compra de veleiro por impulso é reduzida a quase zero.
Se por alguma razão você desejar se formar mais rapidamente (já comprou o barco antes de aprender a velejar ou pretende realizar uma viagem pela costa, etc.), poderá suprir esta demanda através da contratação de pacotes individuais.


16.   O que é ensinado em cada módulo?

Módulo I: velas, adriças e escotas, enrolador de genoa, funcionamento do motor, equipamentos de salvatagem, direção do vento, espias, aproar e desaproar, rumo, ângulos navegáveis, orçar e arribar, regulagem das velas, navegação de través, cambada, funções a bordo, fundamentos da atracação e desatracação, RIPEAM (Manobra), preparação de desembarque, nomenclatura I, nós I.

Módulo II: Regras de Segurança, fundear e suspender, navegação contra o vento, orçar e arribar pela bússola, jaibe, navegação com vento de popa, regulagens finas I, atracação e desatracação avançada, RIPEAM (Luzes e Marcas), nomenclatura II, nós II.

Módulo III: Simbologia das cartas náuticas, rizo da vela grande, troca de genoa, técnicas de contra-vento e VMG, regulagens finas II, técnicas de vento a favor, atracação e desatracação à vela, técnicas avançadas de manobra, RIPEAM (Sinais Sonoros), asa de pomba, balizamento I, nomenclatura III, nós III.

Módulo IV: meteorologia, navegação estimada, GPS, VHF, vela balão e gennaker, desencalhe, Homem ao Mar, manutenção básica de motor de centro, balizamento II, nomenclatura IV, nós IV.


17.  Porque eu deveria aprender a velejar com a Oceano?

1. Por que Vela Oceânica é a nossa especialidade, o nosso foco e a nossa principal razão de existir.
2. Por que o Wind 34’ - OCEANO VI foi especialmente produzido para servir como Veleiro Escola.  É o barco mais moderno já produzido no Brasil em todos os tempos.
3. Por que a diversidade de cursos oferecidos por nós permite formar alunos para a todos os tipos de navegação - de águas abrigadas até o mar aberto.
4. Por que a carga horária do curso de iniciação é no mínimo o dobro dos cursos tradicionais de clubes de vela e é quatro a seis vezes maior do que os cursos oferecidos por escolas particulares.
5. Por que a nossa metodologia visa à busca da perfeição e da autoconfiança exigidas para a condução segura de um veleiro. Estes dois fatores são alcançados pela fórmula: pouca carga teórica x elevado número de repetições de manobra. A cada módulo você aprenderá cinco ou seis conceitos básicos e repetirá estes conceitos dezenas e dezenas de vezes até alcançar a perfeição.
O “antigo modelo” pedagógico utilizado no Brasil preconizava exatamente o contrário: muita teoria e pouca prática com baixo número de repetições de manobra.
6. Por que o instrutor é profissional da área de ensino e possui experiência de 26 anos como instrutor de vela e de 38 anos como velejador/competidor. As informações por ele passadas são claras, objetivas e relevantes.
7. Por que oferecemos inúmeras possibilidades de você continuar velejando depois de formado.
8. Por que oferecemos a nossa assistência em tempo integral, mesmo depois de formado. Você poderá contar conosco para as mais diversas consultas náuticas. Disponibilizamos uma linha direta através de telefone, e-mail e chat que poderá ser utilizada a qualquer hora do dia, inclusive para emergências ou situações de pane a bordo.
9. Por que disponibilizamos consultoria técnica “gratuita” para a compra ou para a montagem de veleiros. Avaliaremos os equipamentos, o estado das velas, do casco e do motor do veleiro antes de você fechar negócio.
10. Por que somos responsáveis por você. A partir do momento que você se inscreve em um de nossos cursos nos sentimos responsáveis pelo seu futuro dentro d’água e é por esta razão que oferecemos o máximo de apoio e comodidade.

11. Por que queremos que você aprenda a velejar de verdade e realize o seu sonho com muita segurança...

domingo, 14 de julho de 2013

Resultados RISW. Wind 34' Tangaroa

Classe IRC
3º lugar - 19 inscritos


Classe ORC 600
4º lugar - 14 inscritos


Classe ORC Geral
6º lugar - 28 inscritos

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Wind 34' inicia bem em Ilhabela. RISW 2013

O Wind 34' Tangaroa, comandado por James Bellini, vence a primeira regata da Rolex Ilhabela Sailing Week - classe IRC.
O evento segue na terça-feira com uma regata de barla-sota ou de percurso, conforme decisão da comissão de regatas.
Acompanhe tudo pelo www.risw.com.br



Agenda Agosto e Setembro


sábado, 6 de julho de 2013

Começa amanhã. RISW 2013

Fonte: www.risw.com.br

Ilhabela (SP) - A Rolex Ilhabela Sailing Week, maior evento de vela oceânica da América Latina, chega à 40ª edição com a participação de 140 barcos nas classes ORC, C30, S40, HPE, RGS e IRC. Com a intenção de homenagear um dos esportes que mais projetam o Brasil, foram incluídos nesta edição comemorativos barcos da Star, considerada a mais técnica entre as classes olímpicas e a que mais rendeu medalhas ao País na história dos Jogos. Entre os ilustres brasileiros campeões da vela, Ilhabela receberá os talentos de Torben Grael, Lars Grael, Robert Scheidt, Bruno Prada, Reinaldo Conrad, Maurício Santa Cruz, Eduardo Penido e Mário Buckup, entre outros. A elite da vela começa a competir neste domingo (7), com a Regata Alcatrazes por Boreste - Marinha do Brasil. Os veleiros menores disputam as provas Renato Frankhental e Ilha de Toque-Toque de acordo com o programa de cada classe. Os 1.200 velejadores do Brasil, Argentina e Grã-Bretanha competem até sábado (13) em Ilhabela. 
Robert Scheidt e Bruno Prada, maiores vencedores da vela nacional nos últimos anos, voltam a competir juntos na classe Star depois da conquista da medalha de bronze em Londres/2012 e do tricampeonato mundial. "Gosto muito de competir na Rolex Ilhabela Sailing Week e já estava com saudade da Star, após a Olimpíada de Londres. Com o convite para a classe participar nesse ano, tenho a certeza de que será uma edição muito espacial", enfatiza Robert Scheidt.
Outro campeão da vela nacional é Torben Grael. O velejador completo, como é conhecido na comunidade náutica, disputará as regatas na classe S40 com o Energisa. Para o dono de cinco medalhas olímpicas, correr na Rolex Ilhabela Sailing Week é uma emoção diferente. "Foram vários momentos marcantes. Minha primeira vez foi com um Fast 230 e vencemos a regata longa (para a Ilha de Búzios, na ocasião). Velejar como tático do meu irmão Lars, no Sorsa e o vice-campeonato na S40, como tático do meu filho Marco Grael, estão entre minhas melhores lembranças".
Em 2012 o título da Classe S40, considerada a mais veloz da competição, ficou com o Pajero, que repetiu a conquista de 2010. O veleiro e sua entrosada tripulação foram conduzidos ao topo do pódio pelo experiente velejador Eduardo Souza Ramos, um dos responsáveis pela evolução do evento e o maior vencedor da competição com nove campeonatos conquistados ao longo de 40 anos. 
A grande festa da vela nacional - Nem só de velejadores profissionais vive a Rolex Ilhabela Sailing Week. O evento é democrático e oferece chances para os menos experientes disputarem regatas nas mesmas condições dos atletas profissionais. Barcos como o Fram e o BL3 levam a bordo alunos de escolas de vela que passam o ano aprendendo para levarem seus conhecimentos à prova nas esperadas regatas. 
Este ano a BL3 conta com o reforço do experiente timoneiro Edgardo Vieytes, com seis participações famosa regata Sidney-Hobbart, além de uma edição da Americas Cup. A tradicional escola de Iatismo terá duas tripulações. "Teremos 21 alunos divididos em dois Wind 34 novos. A BL3 participou de todas edições da Semana de Vela desde 1994. Venceu 1ª Regata Alcatrazes e levou centenas de alunos a sentirem o gosto pelas regatas e pelo mar", orgulha-se o entusiasta "capitão" da escola de vela, Pedro Rodrigues. 
Na disputada classe HPE, o veleiro Alfa Instrumentos é tripulado exclusivamente por mulheres, enquanto na ORC o V8 Nitro reúne de forma brasileiros e argentinos no mesmo convés. Na RGS-Cruiser, a presença especial do lendário Veleiro Atrevida, de 95 pés. 
"O Yacht Club de Ilhabela receberá de braços abertos todas as classes, contribuindo para o desenvolvimento da vela oceânica no Brasil e na América Latina. A competição atrai o interesse de atletas, juízes, patrocinadores e mídia", enfatiza Carlos Eduardo Souza e Silva, diretor de Vela do Yacht Club de Ilhabela (YCI). 
Tradicionalmente, a Rolex Ilhabela Sailing Week reúne todos os anos, no mês de julho, cerca de 1.200 velejadores para uma semana intensa de regatas. O evento recebe em um mesmo ambiente, campeões olímpicos e amadores, estimulando a troca de experiências. O nível técnico apurado e a extensa programação social atraem todos os participantes. 
O evento inicialmente chamado de Semana de Vela de Ilhabela, ganhou credibilidade e adquiriu o naming right da Rolex. Desde 2007, a marca de relógios suíça colocou o País no grupo das mais prestigiadas competições, como a Rolex Fastnet Race, Rolex Sydney Hobart, Maxi Yacht Rolex Cup e Rolex Swan Cup. "O Yacht Clube de Ilhabela trabalha para fazer da edição número 40 um momento histórico para a vela brasileira e para nosso clube", ressalta Marco Fanucchi, comodoro do YCI. Tanto é verdade que o troféu aos vencedores será muito especial, pois é uma réplica do barco Saga que conquistou, em 1973, a Fastnet Race, uma das principais regatas do mundo. 
A Rolex Ilhabela Sailing Week tem apoio de outros patrocinadores, que expõem suas marcas em um campeonato de alto nível. A Prefeitura de Ilhabela também tem participação na Rolex Ilhabela Sailing Week. O poder público cria ações como a Race Village para integrar o ambiente das regatas à população e turistas, que todos os anos ajudam a impulsionar a economia local no inverno paulista.
As disputas - A Rolex Ilhabela Sailing Week 2013 será especial por reunir vários tipos de embarcações. Por isso, a organização definiu um novo sistema para montagem das raias para as classes ORC,C30, S40, RGS (A, B, C e Cruiser), IRC, HPE e Star. A Comissão de Regatas terá duas áreas especiais para garantir um resultado justo e disputas equilibradas na água, considerando o tamanho e velocidade dos barcos. 
Mais de 20 profissionais são destacados apenas para esse trabalho, que inclui a colocação de boias, demarcação das distâncias, escolha da melhor área com mais ventos e maior segurança. A raia a ser montada na parte mais rasa do Canal de São Sebastião, ficará exclusiva aos barcos das classes HPE e Star. Uma segunda raia, a ser posicionada de acordo com o vento, receberá os veleiros maiores, das classes RGS, ORC, C30 e S40. 
A Rolex Ilhabela Sailing Week definiu também uma zona proibida para navegação. Os barcos da ORC, RGS, C30 e S40 não poderão velejar na região do baixio no Canal de São Sebastião. A área de exclusão será demarcada com boias pequenas. A prioridade da Comissão de Regatas é garantir a máxima segurança às tripulações. 
Na Regata de Alcatrazes, neste domingo (7), a mais longa do evento, uma traineira de grande porte estará disponível para socorro em eventuais quebras de embarcações ou por necessidade de algum tripulante. O barco ficará ancorado junto à Ponta da Sela (sul da ilha). As regatas no formato barla-sota (vai contra e volta a favor do vento) para Star e HPE terão aproximadamente 5 milhas náuticas (9,3 quilômetros). Para os barcos maiores, as provas terão até 9 milhas (16,7 quilômetros).
Os árbitros também serão destaque da Rolex Ilhabela Sailing Week. Em cada raia será escalado um juiz principal com um grupo de especialistas com certificação internacional. A competição terá novamente os umpires (árbitros embarcados que julgam os resultados imediatamente na água). 
O Yacht Club de Ilhabela faz uma preparação especial para receber os velejadores e seus convidados nesta semana. Cerca de 200 pessoas compõem o staff de organização do evento que tem, sempre ao final de cada dia , a tradicional canoa de cerveja e várias atrações como show musicais. 
Após as regatas de abertura deste domingo, os velejadores terão folga na segunda-feira para retomar as regatas a partir de terça-feira (9) até sábado (13), sempre começando ao meio-dia. Serão provas no formato barla-sota (entre boias) e uma regata de percurso médio, que será terá o dia definido em função da direção dos ventos. 
Principal evento náutico esportivo da América Latina, a Rolex Ilhabela Sailing Week tem patrocínio titular da Rolex e patrocínios da Mitsubishi Motors e Bradesco Private. O evento tem apoio da Marinha do Brasil, Prefeitura Municipal de Ilhabela, Confederação Brasileira de Vela (CBVela), ABVO e das Classes ORC, HPE, C30, S40 e RGS, entre outros. A organização, sede e realização são do Yacht Club de Ilhabela (YCI).


segunda-feira, 1 de julho de 2013

Imagens da Travessia Rio Grande - POA

Clique no link abaixo e veja as fotos em alta resolução.

https://www.facebook.com/escoladevelaoceano/media_set?set=a.486921931393171.1073741834.100002261046834&type=3

Rio Grande - Porto Alegre. Travessias 2013

 
Rio Grande.  Sexta-feira, 28 de junho.

Por Marcelo Lopes

Tudo pronto para seguirmos para a última etapa de travessias do 1º semestre. O Oceano VI retornará a Porto Alegre  depois de 40 dias fora.
Eu, João e Neiva embarcamos no ônibus das 10h e chegamos em Rio Grande às 15h. Cristine e Anselmo saíram mais tarde de POA e chegaram jantados.
Pernoitamos a bordo com raios, trovões e pancadas de chuva. A previsão não errou! Para o sábado e domingo estava previsto tempo bom e vento forte.
Na sexta-feira havia uma movimentação nos trapiches do clube, pois mais dois barcos estavam se aprontando para partir, sendo um com destino a Floripa, com o Jorge Alderete no comando e o outro para Porto Alegre, com o Francesco Colombo e tripulação.
Nossos horários de saída eram parecidos – entre 06h a 07h da manhã.
Acordei às 05h30 e liguei o motor. O dia amanheceu nublado, sem chuva e sem vento. A previsão era de SW a W a partir das 9h. Enquanto o pessoal se ajeitava lá dentro, retirei as defensas e desamarrei todas as minhas espias. A condição era boa para fazer o início da  Feitoria e como havia previsão de vento forte para as primeiras horas, queria adiantar algumas milhas para ficar o mais próximo de Pelotas possível.
Deixamos o clube às 06h10 e ainda era noite fechada. Lá fora, atracado no trapiche do clube, estava o Oceanics, do amigo Francesco. Passei ao lado do barco e dei um grito! Não havia movimento e pareciam estar dormindo. Acho que meu grito deve ter acordado a galera!
Devagar e a motor, percorremos todo o Porto Velho. Por enquanto nada de café da manhã... Esperei um pouco mais para prepará-lo. Era importante deixar o barco em um rumo mais fácil e seguro para o pessoal tocar o leme.
O frio estava parecido com o do final de semana anterior quando fomos para o mar. O café ficou pronto quando estávamos ao lado do navio plaforma 58. Suco, iogurte, café com leite, café preto, capuccino, pão preto, frios... Um bom café para começar bem o dia. Na geladeira estavam prontos os sanduíches do dia, além das frutas, biscoitos e petiscos.
Subi para assumir o leme enquanto eles tomavam o café. Em seguida o dia começou a clarear e pudemos visualizar melhor as estacas próximas e dentro do canal.
Às 07h30, no través das barcas de São José, o SW entrou com 08 nós. Não era vento suficiente para nos empurrar, ainda mais com a correntada que corria para o mar.
Seguimos no motor, com o grande para cima por mais uma hora quando o vento ganhou mais força. Abrimos a genoa e velejamos. Logo em frente, a mais ou menos uma milha, havia um veleiro no mesmo rumo que nós. Eu não imaginava quem poderia ser. Não vimos ninguém entrando pela barra e nem saindo do clube antes de nós. Mais tarde descobri que se tratava do Oceanics. Eles atalharam pela dragagem nova. Como eu não sabia se a obra estava pronta, não quis arriscar. Acordaram depois da gente e pularam na frente... Sorte a nossa!
Melhor... Impossível!
Ter um barco apontando os rumos dentro do Canal da Feitoria é puro luxo!  Só um GPS portátil e o ecobatímetro deram conta do serviço e assim mesmo só para algumas conferências.
Na chegada a Pelotas disputamos uma curva de canal com um navio de uns 250 metros. O vento estava forte e o navio produzia uma onda de mais de um metro e meio. Entre ele e a bóia tinha um espaço de não mais do que 50 metros. A condição ali era de BB com BB. Ficaríamos por sotavento do navio e por isso liguei o motor para passar com segurança pelas ondas e pelo buraco de vento que se forma no costado. Falei para o pessoal pegar as máquinas fotográficas para registrar a passagem pelas ondas. É sempre uma adrenalina bacana! Eu também peguei a minha, mas só consegui fazer uma imagem mais longe. A bateria acabou! O Oceanics estava mais à frente e não disputou a curva com o navio como nós. Espero que tenham feito algumas imagens da nossa passagem pelas ondas.
O vento esperado de W só entrou às 09h30 quando estávamos próximos do São Gonçalo.  Sabia que ele viria forte e por isso o grande já vinha rizado desde Rio Grande. Entrou com 16-18 nós e logo subiu para 22- 25. As ondas tomaram forma e tamanho rapidinho. 
A manhã passou voando e o canal também.  Deixamos a Feitoria por volta das 12h30 já com o sol funcionando bem. Tínhamos 25 milhas até o Vitoriano, algo em torno de 04 horas de velejada.
Neste intervalo preparei alguns petiscos no forno (lingüiças e iscas de frango) com pão preto e uma pasta de azeitonas para acompanhar.
Com o vento e as ondas favoráveis tudo fica mais fácil! Apenas os timoneiros tinham um pouco mais de trabalho para manter o rumo. É nesta hora a sensibilidade e a antecipação nas correções é bastante importante.
Neiva e Cristine conduziam com destreza o Wind 34’. É fantástico ver uma mulher ao leme em um dia de ondas maiores. Neiva só havia timoneado uma vez o veleiro escola na travessia que fizemos para Tapes em 2012 e naquele dia não havia ondas. Ela é esposa do João e nunca fez curso de vela. A Cristine havia timoneado algumas vezes durante as aulas que fez em um Ranger 22 e ainda não tinha timoneado um barco com roda de leme. A segurança , o nível de concentração e a firmeza nas correções foram excepcionais.
Revezamos o leme com trocas variando entre uma hora e uma hora e meia, sem muito compromisso. Todos permaneceram acordados a maior parte do dia, com alguns pequenos cochilos. Iríamos pernoitar no Cristovão Pereira e não precisávamos nos preocupar em dormir fora dos turnos de leme.
Do Vitoriano até o Cristovão Pereira são 33 milhas e a previsão de chegada era às 22h30.
As ondas e o vento diminuiram com o passar das horas, mas mesmo assim a lagoa ainda estava batida.  
Motoramos até lá dentro da enseada, junto ao farol e fundeamos... A noite estava gelada bastante estrelada. Pena que não pudemos aproveitar mais tempo lá fora... A temperatura havia caído bruscamente! Lá dentro, no quentinho do fogão ligado, fiz um estrogo de frango e o João abriu um “tinto” para comemorarmos... Antes da meia noite já estávamos no sono profundo! Lá fora tudo parado. Sem ondas e com o vento tocando aquela sinfonia sonífera.
Despertador para às 05h30. Deixei-os descansando mais alguns minutos e fui lá pra fora dar a partida no motor. Levantei a vela grande ainda aproado pela âncora e depois a suspendi. Ainda era noite fechada.
Saímos a motor com vento e ondas de SW. O barco balançava bastante com as ondas pela alheta de BB. O dia começou a clarear e ainda conseguimos avistar o farol que deixamos para trás. Branco, lindo, imponente Farol Cristovão Pereira. Infelizmente apagado, assim como a bóia que marca o seu banco e outros sinais luminosos importantes da Lagoa.
Pela frente, 40 milhas até o Farol de Itapuã. Rmg 015, safando o banco de São Simão e passando pelo meio dos dois naufrágios no través do Pontal de Tapes.
Velejávamos com o grande todo pra cima e a genoa toda aberta. O vento não era suficiente para mantermos médias acima de 6 nós. Tentei por diversas vezes tirar o motor, mas a velocidade caia para menos de 4 nós. Como eu assumira o compromisso de chegar no clube até às 18h não pude abrir mão do auxílio do “vento de porão”.
E assim seguimos até Itapuã...
Um pouco antes da chegada no canal de acesso à barra do Guaíba coloquei fogo no carvão. Preparei o churrasco para ficar pronto perto do Farol de Itapuã e com isto conseguimos chegar à Praia do Sítio para o almoço. Assado de tiras de ripa e espetinhos de frango...
Levantamos âncora em seguida do almoço e partimos para a reta final da viagem. De Itapuã a Porto Alegre são aproximadamente 23 milhas e dá pra fazer em 4 horas mantendo a média de 6 nós. A calmaria dominou da Ilha do Junco até o través de Belém Novo.  Entrou uma brisa de SW, mas não tinha força suficiente para manter a média esperada. Seguimos motorando até  às 17h20, quando finalmente atracamos no Jangadeiros.

Navegamos 150 milhas desde Rio Grande com o tempo total de 36 horas. Destas 36 horas permanecemos parados por 07 horas (06h de pernoite + 01h de almoço).

Agora é preparar o barco para o início do 2º semestre. Vou tirá-lo da água para as revisões de quilha, leme e pintura de fundo, trocar o óleo, filtros e correias, substituir uma lâmpada do mastro que quebrou e era isso. Em menos de uma semana o barco estará na água novamente!

Agradeço aos tripulantes João, Neiva, Cristine e Anselmo pela parceria e pela coragem de enfrentar o desconhecido.


Obrigado a você que nos acompanhou até aqui em nossas velejadas pela Lagoa dos Patos.