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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Mulheres a bordo - RISW

Ilhabela (SP) - O maior campeonato de vela oceânica da América Latina reúne cada vez mais mulheres, fato que garante mais charme e beleza à 40ª edição da Rolex Ilhabela Sailing Week. O evento, que será disputado de 6 a 13 de julho, no Yacht Club de Ilhabela (YCI), terá uma equipe 100% feminina na classe HPE, uma velejadora austríaca no timão de outro time e várias mulheres espalhadas nos mais de 130 barcos já confirmados para as regatas no litoral norte paulista nas categorias ORC, HPE, C30, S40, RGS (A, B, C e Cruiser), além das novidades IRC e Star. Sem contar o site de busca por tripulante que reúne perfis de várias candidatas. 
Os resultados também mostram que o espaço não é apenas dos homens e a força, na maioria das vezes, perde espaço para tática. Nada de sexo frágil em jogo. "Nós, como todos os atletas, gostamos de superação. Montar uma equipe 100% feminina numa classe com mais homens na raia é um desafio. As regatas são técnicas e com um nível competitivo alto. Por isso vamos colocar à prova todo o nosso talento", diz Renata Bellotti, que comanda o Xavante Alfa Instrumentos, barco só com mulheres a bordo.O time feminino tem experiência de sobra para brigar pelas primeiras posições. Além da timoneira Renata Bellotti, a equipe será formada por Fernanda Decnop (atual líder do ranking brasileiro de Laser Radial), Tatiana Ribeiro, Larissa Juk e Andrea Rogik.
A classe HPE demanda muita força física e uma tripulação feminina é obrigada a desenvolver outras aptidões, que superam em parte essa tal necessidade. Temos maior atenção nas variações de vento e correnteza, mais preocupação na regulagem fina do equipamento, o respeito pela função de cada uma sem interferência e, principalmente, o zelo pela harmonia e bem estar da tripulação", diz Renata Bellotti, que não se esquece do famoso sexto sentido feminino.Integrante especial do Fram, um dos barcos na classe RGS, a austríaca Barbara Prommegger, de 40 anos, será a timoneira do time. "O nível da vela brasileira é muito alto. Na Europa, há mais barcos e velejadores, mas as pessoas, ou a maioria delas, encaram o esporte de outra maneira. No Brasil, como é um pouco mais difícil praticar a modalidade, os atletas são mais completos. É tudo mais especial".Concorrente do Fram na mesma classe, o Jazz tem mais mulheres do que homens a bordo. "O importante é o entrosamento do time. Nossa equipe está cada vez melhor e a nossa alegria interna resulta em resultados no ano de 2013. Isto independe de sermos uma equipe feminina ou mista. Mas continuo prestigiando as mulheres que fazem parte da minha tripulação, pois acho que elas ainda têm menos espaço na vela de oceano", atesta a comandante Valéria Ravani.
A vela olímpica brasileira também brilha com resultados internacionais, como o terceiro lugar do ranking mundial da dupla de 470 Fernanda Oliveira/Ana Barbachan. Outra parceria de sucesso e que também tem tudo para subir ao pódio nos Jogos do Rio, em 2016, é Martine Grael /Kahena Kunze, na 49erFX. Elas estão em segundo.