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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Travessias 2013. Chegou a hora da Tapes - Rio Grande


Nova Classe IRC - RISW

Fonte: www.risw.com.br

Ilhabela (SP) - A Rolex Ilhabela Sailing Week 2013 terá uma nova classe para a competição em 2013, que comemora 40 anos de história. Além das tradicionais ORC,C30, S40, RGS (A, B, C e Cruiser), HPE e Star, o maior evento náutico da América Latina contará com veleiros na IRC. A regra de classificação da categoria é simples e permite que diferentes projetos de "barcos de quilha" possam participar da mesma regata. "A IRC é para embarcações de todos os tamanhos, formas e usos", revela Lars Grael, presidente da ABVO (Associação Brasileira de Veleiros de Oceano).
Atualmente, a IRC é utilizada em várias regatas e campeonatos pelo mundo. Os exemplos são as regatas ícones do mundo da vela como a Rolex Fastnet Race, Rolex Sydney Hobart ou a Rolex Middle Sea Race. A regra já permitiu velejadores de diversos países e embarcações de diferentes tamanhos e tecnologia fazerem história ganhando na classificação geral pelo IRC. Em 2008, mais de 7.500 barcos em mais de 30 nações tinham certificados da classe.
"Nós vamos correr a Rolex Ilhabela Sailing Week na IRC. Será um teste para a Regata Cape2Rio de 2014, que tem essa regra. Por isso é interessante ter um comparativo", diz José Guilherme Caldas, comandante do Mussulo III e representante do Yacht Club de Ilhabela (YCI).
Além da IRC, a Rolex Ilhabela Sailing Week terá uma classificação geral para todos os veleiros da ORC e da RGS. O evento será disputado entre os dias 6 e 13 de julho, no Yacht Club de Ilhabela.
Para entender mais - O "rating" de cada barco é calculado levando-se em conta as medidas do barco, seu comprimento, peso, calado, área de vela, etc. O corretor de tempo resultante, o chamado "TCC", é o handicap. Depois da regata, o tempo real decorrido para completar o percurso de cada barco é multiplicado pelo seu TCC. O resultado é o tempo corrigido. O barco com o menor tempo corrigido é o vencedor da regata.
A categoria, diferentemente de outras regras de rating, destina-se a uma gama muito ampla de barcos de todos os tamanhos e formas, desde os de cruzeiro produzidos em série e os cruiser (barcos de cruzeiro com projeto moderno e veloz), até os desenhados exclusivamente para alto desempenho.
Uma curiosidade, os métodos utilizados para o cálculo da IRC são mantidos em segredo pelos administradores da regra. Isso impede que os projetistas desenvolvam projetos que possam ser mais adaptados à regra. "Assim, a competitividade dos barcos medidos na IRC é aumentada consideravelmente. Como resultado, barcos de todas as idades e tipos podem vencer as regatas. Desde os clássicos, passando pelos antigos até os modernos barcos de cruzeiro e regata", reforça Lars Grael.
Inscrições continuam abertas - Os velejadores de todo o País e as tripulações estrangeiras devem acessar o site www.risw.com.br e seguir o procedimento indicado para inscrição. Os participantes devem garantir presença de 1º de maio até 30 de junho. Terão 25% de desconto os veleiros que ficarem em seus clubes de origem, outros clubes com eles conveniados ou com amarras próprias ou alugadas. Neste caso, os valores serão: de 1º a 31 de maio - R$ 200,00 cada tripulante; de 1 a 15 de junho - R$ 240,00 e de 16 a 30 de junho - R$ 300,00.
Os valores das inscrições para os barcos que queiram ficar em poitas ou amarras do Yacht Club de Ilhabela são os seguintes: de 1 a 31 de maio, será de R$ 270,00 por tripulante. Entre 1 e 15 de junho, sobe para R$ 320,00 e de 16 a 30 de junho, passa para R$ 400,00. Vale lembrar que a quantidade de vagas nas dependências do clube é limitada. Além disso, a organização distribuirá as vagas conforme julgar adequado à natureza das embarcações inscritas.
O Yacht Club de Ilhabela poderá limitar a quantidade de embarcações inscritas visando segurança dos velejadores e seus convidados, tanto no mar como nas dependências do clube, tendo prioridade aquelas que primeiro formalizarem inscrição.
Depois de fazer a inscrição, cada atleta poderá visitar a página da Rolex Ilhabela Sailing Week e ver os avisos de regata, resultados das últimas temporadas, fotos e muito mais. Outra novidade é a Fan Page do Facebook, que pretende ser um ponto de encontro virtual da comunidade náutica envolvida no evento.
Fan page quer resgatar a história do evento - a 40ª edição da Rolex Ilhabela Sailing Week já colocou no ar o site oficial - www.risw.com.br - e também a Fan Page do Facebook. 
O objetivo da fan page é dar informações privilegiadas sobre o evento, colocar fotos dos barcos que fizeram a história dos 40 anos e também quer a ajuda da comunidade náutica para resgatar os primeiros anos da competição.
Quem tiver histórias saborosas, fotos antigas de barcos participantes ou mesmo resultados dos primeiros anos poderá mandar pela fan page ou pelo e-mail redacao@zdl.com.br.
Principal evento náutico esportivo da América Latina, a Rolex Ilhabela Sailing Week tem patrocínio titular da Rolex e patrocínios da Mitsubishi Motors e Bradesco Private. 
O evento tem apoio da Marinha do Brasil, Prefeitura Municipal de Ilhabela, Confederação Brasileira de Vela (CBVela), ABVO e das Classes ORC, HPE, C30, S40 e RGS, entre outros. A organização, sede e realização são do Yacht Club de Ilhabela (YCI).

Day Charter em Tapes - 25 de maio









terça-feira, 21 de maio de 2013

Relato da Travessia POA - Tapes


Por Marcelo Lopes

Após 2 semanas de preparativos chegou a hora de partir.
Tudo ok para mais uma travessia na Lagoa dos Patos.
Tapes é o destino. 06 ripulantes e eu.
Previsão do tempo ok, barco abastecido e todo revisado. Estamos saindo!
São 10h da manhã do sábado dia 18 de maio.
Saída do VDS com tempo nublado, mas sem chuva e com previsão de vento para perto do meio dia.
A bordo: Kauli, meu filho, os irmãos Rodrigo e Roberto, Rubens, Juliano e Pétros.
Motoramos até a Ponta Grossa com o Rubens no leme e os demais lá dentro, com uma instrução de carta náutica.
A rota POA – Tapes, assim como o plano de navegação estão criados a muitos anos e não sofreram alterações significativas, mas faço sempre questão de que todos aprendam a criar os waypoints e também a preencher um plano de navegação completo.
No caminho até Tapes temos várias obstruções e é sempre bom que o pessoal vá se acostumando.
Lá fora, o vento SSE apontava no horizonte e quando entrou, perto das 11h30, já foi direto para os 8/10 nós.
A previsão indicava SE a NE com intensidade que não passaria dos 15 nós.
Navegávamos bem, com velocidade de 5 a 6 nós até a Ilha do Chico onde fundeamos para o almoço.
Uns 20 minutos antes da parada coloquei fogo no carvão e ao mesmo tempo as linguiçinhas no forno para dar uma adiantada.
Do forno, quando já estão meio prontas, coloco-as na churrasqueira para dar aquele gostinho e carvão. Isto ajuda a poupar espaço na churrasqueira...
Depois do almoço dei uma organizada em tudo e suspendemos a âncora, seguindo para o próximo wypoint chamado “Cotovelo”.
O vento roundou para SE e ganhou mais força, passando dos 08’/10’ para 12’/14’.
Da Ilha do Chico até o Cotovelo são 8 milhas. Fizemos a perna em 2 horas com vento contra e dando várias cambadas próximas ao canal.
No caminho até o Cotovelo cruzamos com dois navios e com um veleiro de 36 pés. Foram as únicas embarcações vistas durante todo o dia. Só mais tarde, quando já estávamos na Lagoa é que cruzamos com outro navio.
Como a previsão do final de semana não era boa nenhum velejador quis se molhar.
A previsão de chuva para a noite e madrugada assutou até o pessoal do Jangadeiros que havia marcado um luau dos cruzeiristas ( o evento foi cancelado).
O vento SE foi cedendo espaço para o E quando navegávamos próximos da Ilha do Junco, confirmando a previsão para o sábado.
Como era final de tarde e ainda havia umas duas horas de luz decidi mostrar as praias do Parque Estadual de Itapuã antes de seguir para Tapes.
O acesso às praias do Tigre e de Fora exige luz, pois sem ela é fácil ficar preso em uma das muitas redes de pesca existentes. De fato foi o que encontramos. Contei 04 redes até a chegada na Praia de Fora.
Passamos por todas sem maiores problemas. Ao avistar as marcações com bandeira, rumávamos bem no meio delas, contando com o seio formado no cabo superior  para safar nosso calado de 1,60m.
Depois de uma rápida bordejada pelas duas beldades do Parque (beldades do lado da Lagoa, pois existem outras do lado do Guaíba) perguntei aos tripulantes se eles preferiam retornar ao Guaíba para o jantar e descansar na Praia do Sítio, como previsto inicialmente, ou tocar direto para Tapes e tentar “enganar” a chuva.
Democraticamente decidimos tocar direto e não nos arrependemos da escolha. O vento firmara de E com uns 15 nós. O barco velejando a 7 e 7,5 nós... Não dava pra perder a oportunidade que este vento fora de época estava nos dando. A previsão para o início da madrugada era de parar o vento e entrar a chuva, daí já estaríamos abrigados e dormindo no Pontal de Santo Antônio.
Depois de safar as redes, já no rumo do Pontal, fui à cozinha preparar o jantar.
Tínhamos no mínimo 05 horas de lagoa batida com 1m de onda e colocar comida quente no estômago era necessário para evitar o enjôo da tripulação.
Velejamos das 17h às 22h quando chegamos no través do Pontal. Já dava para começar a arribar e um jaibe seria necessário. De repente o barco diminuiu de velocidade e ficamos sem leme. Pensei rápido: sem leme é impossível! Este leme é à prova de quebras no sistema. Só pode ser uma rede.
Pedi uma lanterna e o crock e fui conferir. Era uma rede de superfície, daquelas cheia de bóias em cima. A rede estava presa na quilha e por muita sorte não havia passado para a rabeta do motor.
Puxei a parte de cima com o crock e amarrei na pilastra de bombordo. Catei a parte de baixo e comecei a cortá-la. Foi fácil! A faca era boa e o barco estava livre. A operação não durou mais de 5minutos. Normalmente tenho que mergulhar para completar o serviço mas dessa vez não foi necessário.
Lembro de uma rede que peguei em Vitória –ES que era de cabo de aço da grossura de um dedo. Na ocasião tínhamos uma alicate de corte a bordo e foi ele quem resolveu o problema.
Baixamos a vela grande e enrolamos a genoa. Seguimos a motor até o abrigo do Pontal, onde fundeamos para o pernoite.
A chuva tocou na madrugada quase sem vento. Lá de dentro aquele barulinho da chuva parecia música.
Acordei às 6h e fui dar uma remada para fazer as fotos do barco e do Pontal. Entrei em um acesso que eu acredito que poucas pessoas tenham entrado devido ao calado. Só com um barco à remo ou com um caiaque para acessar aquele lugar maravilhoso.
Utilizo uma prancha de windurf de plástico injetado como SUP e com ela consigo me deslocar a lugares nada comuns.
Retornei para o barco e em seguida suspendemos a âncora, rumo ao nosso destino final.
O café foi servido com o barco velejando. Vento SW de 06 nós bem tranqüilo. Chegamos em Tapes às 10h30.
Missão cumprida!
Deixei o pessoal arrumando as coisas e peguei um táxi até a rodoviária para providenciar as 05 passagens de volta. Eu e meu filho permaneceríamos a bordo até a segunda-feira para deixar o barco arrumado para o próximo final de semana.
Dia 14 sairemos de Tapes rumo a Rio Grande.
Até lá!

RISW 2013

Fonte: www.risw.com.br

Ilhabela (SP) - A Rolex Ilhabela Sailing Week promete mais um campeonato equilibrado em 2013 na ORC. O evento completa 40 anos nesta temporada e será disputado entre os dias 6 e 13 de julho, no Yacht Club de Ilhabela (YCI). Veleiros do País e da América Latina estão convidados para as regatas no litoral norte paulista. Dias antes, na Itália, será a vez do Mundial, com a participação de 100 barcos. Os números comprovam que no Brasil e no exterior, a categoria continua forte.
No País, a ABVO (Associação Brasileira de Vela Oceânica), comandada pelo medalhista olímpico Lars Grael, promove ações para melhorar o nível das equipes e aumentar ainda mais a participação dos barcos de rating nas regatas oceânicas. "Na ORC, realizamos um curso de capacitação dos atuais medidores e formação de novos. Os custos de anuidade da ABVO foram reduzidos em 2012 e 2013. Para 2014, queremos reduzir o valor de emissão de certificados na ORC Internacional", diz Lars Grael.
Na prática, a ORC tem uma regra que permite a tripulação mostrar seu potencial tirando o máximo do barco e o projetista tem espaço para otimizar o trabalho, pois não está preso a um desenho. "O rating é importante, pois permite que os modelos mais antigos corram com os modernos", ressalta Ernesto Breda, que representará o Brasil no Mundial de Ancona, na Itália, em junho.
"A ORC é a regra de rating que melhor consegue equalizar os diferentes veleiros, permitindo que os barcos corram em igualdade de condições com a correção de resultados. Por isso, a classe é a preferida pela elite da vela de oceano como a melhor alternativa aos monotipos", lembra Carlos Eduardo Souza e Silva, diretor de vela do Yacht Club de Ilhabela (YCI).
A categoria terá a disputa no geral, na qual o Tomgape, antigo Touché, é o atual tricampeão, e também as subdivisões 500, 600, 650 e 700. Além da ORC, a Rolex Ilhabela Sailing Week terá provas nas classes HPE, C30, S40, RGS (A, B, C e Cruiser) e Star.
Inscrições continuam abertas - Os velejadores de todo o País e as tripulações estrangeiras devem acessar o site www.risw.com.br e seguir o procedimento indicado para inscrição. Os participantes devem garantir presença de 1º de maio até 30 de junho. Terão 25% de desconto os veleiros que ficarem em seus clubes de origem, outros clubes com eles conveniados ou com amarras próprias ou alugadas. Neste caso, os valores serão: de 1º a 31 de maio - R$ 200,00 cada tripulante; de 1 a 15 de junho - R$ 240,00 e de 16 a 30 de junho - R$ 300,00

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Travessia POA - Tapes

Imagens que ficam para sempre!


























quinta-feira, 16 de maio de 2013

Só 02 dias...


RISW 2013

Fonte: www.risw.com.br

Ilhabela (SP) - A história da vela oceânica nacional se confunde com a Rolex Ilhabela Sailing Week. Em 2013, o maior evento da modalidade completa 40 anos de sucesso, revelando novas classes, velejadores e colocando a categoria entre as mais vitoriosas do esporte brasileiro. Tripulações das classes ORC, HPE, C30, S40, RGS (A, B, C e Cruiser) e Star disputarão as provas no Yacht Club de Ilhabela (YCI) entre os dias 6 e 13 de julho. O tradicional campeonato, que começou em 1973, já teve a participação de ídolos do esporte brasileiro como Torben Grael, Lars Grael, Robert Scheidt, Bruno Prada, Eduardo Souza Ramos, Jorge Zarif, Cláudio Bierkark, Mário Buckup, Eduardo Penido, Alex Welter, Alan Adler, Gastão Brum, Boris Ostergren entre outros atletas de ponta.
O evento, chamado inicialmente de Semana de Vela de Ilhabela, ganhou o naming rights da Rolex. Desde 2007, a marca de relógios suíça colocou o País no grupo das mais históricas e prestigiadas competições, como a Rolex Fastnet Race, Rolex Sydney Hobart, Maxi Yacht Rolex Cup e Rolex Swan Cup. "O Yacht Clube de Ilhabela trabalha para fazer da edição número 40 um momento histórico para a vela brasileira e para nosso clube", ressalta Marco Fanucchi, comodoro do YCI.
A Rolex Ilhabela Sailing Week reúne todos os anos, no mês de julho, no Yacht Club de Ilhabela, cerca de 1.500 velejadores, que disputam uma semana inteira de regatas na raia entre São Sebastião e Ilhabela. Conhecida tanto por seu nível técnico apurado quanto pela extensa programação social, o evento recebe, em um mesmo ambiente, campeões olímpicos e velejadores amadores, estimulando a troca de experiências.
O evento tem apoio de outros patrocinadores, que expõem suas marcas em um campeonato de alto nível. A Prefeitura de Ilhabela também tem participação na Rolex Ilhabela Sailing Week. O poder público cria ações como a Race Village para integrar o ambiente das regatas à população e turistas, que todos os anos ajudam a impulsionar a economia local no inverno paulista.

A história começou com os Optimist - A Rolex Ilhabela Sailing Week começou a ser pensada em 1969. Com o apoio dos clubes da represa do Guarapiranga, em São Paulo, principalmente do Yacht Club de Santo Amaro (YCSA), e da Prefeitura de Ilhabela, foi organizada a "Semana da Vela". Figuras como Carlos Cyrillo, Mário Volkoff, Geraldo Junqueira, Oscar Wekerle e Flávio Caiuby convenceram vários associados do YCSA e alguns velejadores de outros clubes da represa a enfrentar horas de estrada com seus monotipos para participar de uma competição nova, sem tradição, mas que trazia em si um cunho de desafio, como mencionava a carta-convite para as regatas, no item "condições para realização das regatas: são ideais nestas águas, e é desconhecida por todos os velejadores".
Depois de quatro anos, o YCI tomou a iniciativa de promover um novo torneio de grande porte, que se transformou no maior e mais competitivo evento de vela oceânica da América Latina, a Rolex Ilhabela Sailing Week. "Esta história começou com a chegada da classe Optimist no Brasil. Lembro-me perfeitamente de que, no final de 1972, chegaram ao Brasil os primeiros veleiros da classe Optimist e uma pequena flotilha se formou aqui na represa de Guarapiranga. Como no final de 1972 iria acontecer o Campeonato Sul-Americano de Optimist, em Buenos Aires, nós, os pais, achávamos que os garotos precisavam treinar melhor no oceano", afirma Raul de Souza Sulzbacher, que era capitão de vela do YCI.
Os pais dos alunos de Optimist ficaram só observando a garotada velejar e se entusiasmaram. A vontade de também fazer parte das regatas surtiu efeito e, no ano seguinte, o grupo organizou uma semana de provas nas classes Pinguim e Snipe. Participaram também alguns Hobie Cat 16.
A partir daí, em todos os anos, sempre no meio do ano, os velejadores começaram a manter a rotina de disputar regatas em Ilhabela durante uma semana. E o tamanho dos veleiros foi aumentando. Logo, não apenas monotipos olímpicos corriam as regatas, mas barcos de oceano ganhavam o mar de Ilhabela.
"Naquele início, a coisa era feita na base do altruísmo, da amizade, da lancha emprestada. Era um evento extremamente leve, simples e divertido. Que eu me lembro, na primeira vez, corri de Snipe. Nem existia propriamente o YCI como existe hoje. Depois, quando começaram os veleiros de oceano, participavam não mais do que uns 30 barcos", relembra Eduardo Souza Ramos, primeiro campeão da Rolex Ilhabela Sailing Week e maior campeão com nove títulos.
A quantidade de veleiros de oceano na água já era ideal e os barcos maiores logo superaram os monotipos, que continuaram a ter na represa o seu principal centro. Os veleiros de oceano paulistas, nessa época concentrados no Iate clube de Santos e depois também nas marinas do canal Bertioga, começaram a vir em peso, na segunda metade da década de 1970, para competir nas águas da Ilhabela.
A partir do fim dos anos 1970, o evento se dividiu numa semana de vela de oceano abraçada pelo YCI e uma competição de vela de monotipos, na segunda metade de julho, organizada pela FEVESP (Federação de Vela de São Paulo) e pela Prefeitura de Ilhabela.
Na década de 1980, a Semana de Vela de Oceano de Ilhabela se consolidou sendo organizada pelo Yacht Club de Ilhabela com forte influência de seu sócio Nelson Bastos, proprietário da Fast Boats, principal estaleiro nacional de veleiros de oceano na época. Nelson trouxe as primeiras jurias profissionais para o YCI com o Dionísio Sulzback, Durante os anos 1980, o evento se tornou altamente competitivo, atraindo os principais veleiros do Rio de Janeiro e do sul do País, se tornando, junto com o Circuito Rio, um dos principais campeonatos regionais de vela oceânica.
Nos anos 1990, a organização do evento ganhou 'status' profissional. A parte operacional e comercial começava a ser terceirizada e os patrocínios se ampliaram. Já a partir da segunda metade da década, o campeonato ganhou impulso com as parcerias com a Marinha do Brasil, Comando do VIII Distrito Naval de São Paulo e Delegacia da Capitania dos Portos de São Sebastião. A Regata Alcatrazes por Boreste foi introduzida como sua prova de longo percurso. A partir de 2000, a profissionalização se acentuou e o número de barcos inscritos cresceu para quase 200 barcos, tornando-se de longe maior evento de vela oceânica do Brasil, abrindo espaço para sua internacionalização.
"A Rolex Ilhabela Sailing Week é talvez o único lugar do Brasil que você respira o campeonato 24 horas por dia", reforça Eduardo Souza Ramos, que em 2012 foi campeão da Rolex Ilhabela Sailing Week na classe S40.
Inscrições continuam abertas - Os velejadores de todo o País e as tripulações estrangeiras devem acessar o site www.risw.com.br e seguir o procedimento indicado para inscrição. Os participantes devem garantir presença de 1º de maio até 30 de junho. Terão 25% de desconto os veleiros que ficarem em seus clubes de origem, outros clubes com eles conveniados ou com amarras próprias ou alugadas. Neste caso, os valores serão: de 1º a 31 de maio - R$ 200,00 cada tripulante; de 1 a 15 de junho - R$ 240,00 e de 16 a 30 de junho - R$ 300,00.
Os valores das inscrições para os barcos que queiram ficar em poitas ou amarras do Yacht Club de Ilhabela são os seguintes: de 1 a 31 de maio, será de R$ 270,00 por tripulante. Entre 1 e 15 de junho, sobe para R$ 320,00 e de 16 a 30 de junho, passa para R$ 400,00. Vale lembrar que a quantidade de vagas nas dependências do clube é limitada. Além disso, a organização distribuirá as vagas conforme julgar adequado à natureza das embarcações inscritas.
O Yacht Club de Ilhabela poderá limitar a quantidade de embarcações inscritas visando segurança dos velejadores e seus convidados, tanto no mar como nas dependências do clube, tendo prioridade aquelas que primeiro formalizarem inscrição.
Depois de fazer a inscrição, cada atleta poderá visitar a página da Rolex Ilhabela Sailing Week e ver os avisos de regata, resultados das últimas temporadas, fotos e muito mais. Outra novidade é a Fan Page do Facebook, que pretende ser um ponto de encontro virtual da comunidade náutica envolvida no evento.

Resultados de 2012 - A 39ª edição da Rolex Ilhabela Sailing Week foi marcada por regatas equilibradas e de alto nível técnico. Os vencedores em cada categoria foram: Pajero/Gol (S40), Loyal/TNT (C30), SX4/Bond Girl (HPE), Tomgape Touché (ORC Geral e 500), Zeus (ORC 600), Kiron (ORC 650), Prozak (ORC 700), Maria Preta (RGS Maxi), Troop Too (RGS A), Tangaroa (RGS B), Mandinga (RGS C), Chrispin II Kelvin Clima (RGS Cruiser A) e Hélio II- Hospital Sírio Libanês (RGS Cruiser B).
Principal evento náutico esportivo da América Latina, a Rolex Ilhabela Sailing Week tem patrocínio titular da Rolex e patrocínios da Mitsubishi Motors, Bradesco Private e Semp Toshiba. O evento tem apoio da Marinha do Brasil, Prefeitura Municipal de Ilhabela, Confederação Brasileira de Vela (CBVela), ABVO e das Classes ORC, HPE, C30, S40 e RGS, entre outros. A organização, sede e realização são do Yacht Club de Ilhabela (YCI).

 

terça-feira, 14 de maio de 2013

Travessias 2013...

 
 
Acompanhe a rota da primeira etapa:
Porto Alegre - Tapes
Saída dia 18 de maio às 10h
Chegada prevista para às 12h do dia 19



sexta-feira, 10 de maio de 2013

Previsão para Porto Alegre - 11 e 12 de maio

Domingo de calmaria e sábado com ventos de NNW a NW de 7 a 12 nós

Sábado sem chuva e domingo com chuva à tarde

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Previsão 04 e 05 de maio

ventos variando de W a SW de 06 a 16 nós
pelo windguru

 
a chuva se afasta de Porto Alegre na madrugada
de sábado pelo passage weather

Vagas para as Travessias

Travessias 2013 - Lagoa dos Patos
Programação do 1º semestre.
Imperdível...

Vagas para tripulante: 
POA - TAPES - tripulação completa
TAPES - RIO GRANDE - (02)
MAR ABERTO - (01)
RIO GRANDE - POA - (02)


Garanta já a sua!
(51) 8482.1584 ou pelo escoladevelaoceano@gmail.com


Wind 34' aparando o gramado...

Essa paisagem foi vista durante uma das aulas do Módulo III em 27 de abril.
Local: entre a Ponta Grossa e Belém Novo.