contato

Base Florianópolis - Santo Antônio de Lisboa
fone: 48 988113123
Prof. Marcelo Visintainer Lopes
escoladevelaoceano@gmail.com

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Módulo IV - A lagoa como a gente gosta... 1ª PARTE

Vento forte, ondas e muito sol... A lagoa como a gente gosta!
Assim foi o final de semana da tripulação do Oceano.

Nosso encontro para a saída estava marcado para às 8h no Jangadeiros. Não havia mais nada para fazer no barco, só entrar, virar o motor e partir. Passei a semana toda na função da preparação. Abastecimento de água e diesel, rancho, organização dos paióis, limpeza geral, conferência das ferramentas e peças de reposição, verificação das velas e cabos. Tudo ok!
No barco, embarcando comigo no jangadeiros, os tripulantes Rodrigo, Luis Cardoso e Bernardete Capra. Desatracamos o barco e rumamos para o ICG onde os outros dois tripulantes iriam embarcar, Ivan Seibel e Francisco.
Os dois já nos esperavam na ponta do trapiche com suas mochilas e o embarque foi rápido.
Sabíamos que tínhamos uma grande missão pela frente. Se fosse fácil a Lagoa estaria sempre lotada de barcos, mas ao contrário, está sempre vazia. 
O desconhecido, a longa duração da velejada de ida e volta, o pernoitar a bordo ancorado em um lugar inóspito, o vento forte quase sempre constante e as "lendas" da Lagoa dos Patos encontram espaço na mente de quem desafia este trecho.
O vento ainda não era o definitivo, nem em intensidade nem em quadrante. Já com a vela grande em cima, motoramos até o farolete da Piava com uma brisa de oeste, sendo que a previsão projetara o vento sudeste com intensidade de moderada a forte. Navegamos para o alinhamento que demarca o canalete da ilha do presídio para passar por entre os bancos de areia da região. Na bússola, o rumo era 210 graus.
Logo que passamos do canalete subimos a genoa e desligamos o motor. A velejada começou!!
O vento sudeste ainda estava tíímido mas sabíamos que iria aumentar em breve. Nosso primeiro objetivo era o de alcançar a Ponta Grossa. Para isso iniciamos um contra-vento e realizamos muitas cambadas até chegar lá.
Sabíamos que o contra-vento seria duro até Itapuã. Para a maioria dos cruzeiristas essas condições não são das melhores devido às ondas, aos respingos e ao aumento do percurso mas para a nossa tripulação, a experiência já estava valendo muito a pena.
O barco estava super bem equilibrado com o leme leve e com um balanço suave. As cambadas tranquilas e bem calculadas garantiam um menor esforço físico já que estávamos apenas começando a nossa velejada.  
Na Ilha do Chico Manoel encontramos um bom abrigo para o almoço e banho de rio. O sol estava fritando e uma pausa se fazia necessária após quase 4 horas de velejada.













veja o álbum da velejada no link abaixo:

Esta foi apenas a primeira parte da nossa aventura.
Em breve publicaremos o meio e o final desse história.

Texto e fotos: Marcelo Lopes