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Marcelo Visintainer Lopes
escoladevelaoceano@gmail.com

domingo, 26 de junho de 2011

Imagens da Travessia

Espetacular!!!
Previsões acertadas e uma velejada muito rápida. Navegamos na maior parte do tempo a mais de 7,5 nós.
Nas últimas duas horas antes do farol de Itapuã navegamos acima dos 8,5 com velocidade máxima de 9,7.
Viramos o Pontal de Santo Antônio e a asa de pomba foi armada. Popa rasa até Itapuã om o tempo de 7 horas e meia. Vento a favor é tudo de bom, não é mesmo?!!
Saímos do CNT às 13h30 navegando o canalete em orça folgada. O vento SSW com 12 nós ia ganhando força  e mais força enquanto velejávamos tentando ganhar altura para a primeira cambada.
Nosso primeiro ponto depois do farolete era o Pau do Hugo. As ondas de mais de meio metro estouravam na proa e davam aquele banho nos tripulantes de barlavento. Como havia previsão de vento mais forte resolvi ligar o motor para dar uma ajudada. Acredito que não tenhamos motorado por mais de meia hora quando alcançamos o waypoint desejado. Evitamos a perda de umas duas horas não tendo que cruzar de uma lado para o outro da costa bordejando.
Do Pau do Hugo até o Pontal velejamos em um só bordo, já amurados por boreste. Dali em diante sabíamos que seria só alegria, pois ao cruzar o Pontal o vento seria completamente favorável até Itapuã.

Vista aérea do Clube Náutico Tapense



Visual do restaurante do CNT (tripulação do Oceano)

Deixando o clube rumo a POA

Pontal de Sto. Antônio a bombordo

Pontal




Chegamos no farol às 21h e rapidamente nos abrigamos junto às pedras próximas à Prainha. Alí tinha uma proteção boa das ondas de SW. Precisávamos comer algo e descansar. As praias da região estavam completamente desabrigadas e eu sabia que a noite seria longa já que o melhor era procurar abrigo seguro atrás da Ilha do Chico.
Comemos um delicioso churrasco com costelinha de porco, linguiças  forte e fraca e costela. O vento de mais de 20 nós fez com que a sensação caísse alguns pontos abaixo de zero. Ficamos firmes no convés até a meia noite, arrumamos as coisas e partimos em busca de um abrigo para o pernoite.

Farol de Itapuã. Churrasco no jantar

Velejamos o resto da noite. O vento deu uma baixada pra uns 15 nós, torçendo para W. Estávamos próximos da decisão de parar ou não na Chico... Momentos de .... vamos tocar direto, afirmei! A previsão para o amanhecer de domingo era de W passando de 25 nós e sair da Chico poderia ser desconfortável, ainda mais se passasse dos 25'.
Mais duas horas e meia de velejada já estávamos no través do Morro do Sabiá. A tripulação dormia e só eu estava no cock-pit. Dali para o Jangadeiros é um pulinho e dormir atracado seria uma boa. Refleti mais uns instantes e decidi fazer uma surpresa para a tripulação. Toquei pra enseada da antiga Riocel safando do vento e das ondas e joguei o ferro. Eram 04h20 da madrugada. O local é um ótimo abrigo de SW e W, raso mas seguro! O Guaíba estava bem cheio e não havia risco de encalhe. Amanhecemos alí. Tomamos o café e rumamos para o Jangadeiros, chegando lá às 09h45 da manhã de domingo.

Saída de Guaíba após algumas horas de sono


Jangadeiros após a chegada

Agradecimentos especiais ao Comodoro do CNT pela atenção e carinho dispensados aos velejadores que atracam em seu clube e também ao Miguel do Conjuminando pelo profissionalismo e responsabilidade dedicados à divulgação de notícias do mundo náutico.
Para finalizar o agradecimento aos tripulantes: Luis, Luciano, Vítor, Marcelo Nunes e Gabriel. Parabéns pelo esforço e ajuda de cada um de vocês!!

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Por Marcelo Lopes