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sábado, 23 de outubro de 2010

Recife - Salvador. Parte 4 - as baleias Jubarte

Depois que avistamos os golfinhos o vento começou a ajudar um pouco mais em conseguimos colocar o barco para navegar com vento de popa.
Abrimos a vela grande e colocamos a genoa no pau de spi.

Marcelo Nunes armando o pau de spi

Genoa e balão armados

Passamos por Aracajú e avistamos várias plataformas de petróleo. O local é cheio destas estruturas. É a pujança do petróleo e gás natural. Dá gosto de ver! A navegação nos arredores de Aracajú exige cuidados especiais. não é um lugar fácil de se navegar, ainda mais quando se anda perto da costa.
Vínhamos a mais de 20 milhas da costa bem tranquilos. Mantínhamos uma boa distância da costa sempre na expectativa do vento torçer mais de proa. Fazíamos nossa poupança de barlavento.
Quando o dia 07 amanheceu começamos a ver terra. Já estávamos avistando os arredores de Salvador.
A sensação de estar próximo do primeiro destino foi muito boa, ainda mais que havia combinado com os novos tripulantes o embarque no dia 07 em Salvador. Estava dando tudo certo! Conseguimos manter a média de 6 nós e a previsão de chegada é para o meio-dia.
O pessoal começou a relaxar um pouco mais. Eu já ia pedir para que fossem arrumando suas malas para o desembarque quando as baleias Jubarte começaram a dar um show na bochecha de bombordo. A distância aproximada era de 2 milhas. Segui a motor tentando uma aproximação para filmagens e fotos e a mais ou menos meia milha desliguei o motor e seguimos à vela sem barulho algum. Aproximamos a uma distância seguara (300m) e começamos a sessão.

O show das Jubartes





Elas estavam em 03, sendo o casal e um filhote. Permaneceram ao lado do barco por mais de 10 minutos e então se afastaram.
Arribei o barco e rumei para nosso waypoint próximo do Farol da Barra. Elas desapareceram. Foram embora. Foi fantástico, todos encantados, cenas que jamais sairão da memória... OPA, ESPERA AÍ!!!
O que é aquilo aqui na popa?
Era a maior das baleias que talvez tenha vindo dar uma conferida e para nós serviu de despedida.
Ela saiu quase inteira para fora dágua a não mais de 30 metros da popa. Devia ter pelo menos o comprimento de um ônibus.
Como estávamos despreparados com as máquinas ninguém conseguiu registrar. Registramos em nossa memórias, o que já é algo muito reconfortante...Inisquecível!!!


Chegando em Salvador


Farol da barra

 

Por Marcelo Lopes