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Prof. Marcelo Visintainer Lopes
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sábado, 16 de outubro de 2010

Movimentos antes da largada

Cabanga lotado (véspera da largada)

Ladislau e eu nos últimos preparativos

1 hora antes da largada

amigos e adversários ao mesmo tempo

Check-in de largada

Proximidades da linha de largada
Fotos: Marcelo Lopes

Na véspera da largada muitos barcos deixaram o Cabanga rumo ao PIC (Pernambuco Iate Clube). O PIC fica próximo à boca da barra de Recife e é uma opção para os mais ansiosos que temem encalhar no canal do Cabanga. É também a opção dos barcos de maior calado que não tem condições de acessar o Cabanga.
Na madrugada da largada ainda haviam barcos deixando o clube, aproveitando a maré cheia.
Deixamos o clube apenas duas horas antes da largada, pois sabíamos que a a altura da maré permitiria nossa saída sem maiores problemas.
A largada da RGS C (nossa categoria determinada pela medição dos barcos) ocorreu as 15h40 sendo que todos os Delta 36 (nossos adversários diretos) largaram dentro do mesmo horário.
Tínhamos o objetivo de chegar na frente de todos os outros Delta 36. Seria a melhor forma de avaliar nosso desempenho já que os barcos são iguais e possuem praticamente o mesmo peso. 
Concorríamos ainda nas categorias de "1º barco do Cruzeiro Costa Leste" a chegar à Ilha e também na categoria inter-clubes, onde o 1º barco do clube com maior número de inscritos na regata, levaria o prêmio.

Largada: largamos em terceiro numa regata onde largada não quer dizer muita coisa, devido à longa distãncia percorrida. Éramos o primeiro Delta 36 a largar.
O vento dentro da barra já e o mar passando por cima dos molhes já mostravam o que viria pela frente.
Saindo da barra entramos numa orça bem forçada já que tínhamos que montar a bóia norte que estava bem a barlavento.
Os ventos variaram de leste a lestenordeste com velocidade de 18 a 32 nós. O mar estava desencontrado e as ondas com altura variando entre 2 a 3 metros.
A noite logo caiu e as ultrapassagens noturnas começaram num rítmo alucinante. Na noite não sabemos quem concorre na mesma categoria e a ordem é a de acelerar e ultrapassar. Isto garante um trabalho de velas e leme mais constante e uma motivação extra para a tripulação, muito embora grande parte das ultrapassagens só tenha sido curtida mesmo pelo timoneiro de quarto, pois o resto descansava na borda. Uns dormiam, outros ficavam acordados. Esta foi a rotina das primeiras 12 horas de regata.
Ao amanhecer já tínhamos percorrido aproximadamente 90 milhas do total de 340.
O dia foi corrido e agitado. O vento não baixou e o que ouvíamos no rádio é que tal condição era a pior de todas as 22 edições da regata.
Para nós estava tudo ótimo. O barco aguentava bem o contra-vento e chegaríamos com tempo próximo a 40 horas, o que é uma média excelente para o percurso.
A segunda noite entrou e as ultrapassagens começaram novamente. Nesta noite já descansamos um pouco mais com direito até a tirar um sono dentro do barco.

Por: Marcelo Lopes