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Prof. Marcelo Visintainer Lopes
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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Curso de Arrais do Salão Náutico aprova 100% dos candidatos

Hoje pela manhã a Marinha divulgou os resultados da prova de Arrais do dia 08 de dezembro, data em que os nossos alunos do curso preparatório do Salão Náutico do Mercosul foram sabatinados.
Vários alunos haviam me ligado durante a semana afirmando que a prova estava bem difícil e que muita coisa que vimos no curso não havia caído.
Os cursos preparatórios ministrados pela Escola de Vela Oceano visam, a mais de 15 anos, garantir uma base segura nas questões que envolvem as manobras e a segurança da tripulação.
Ensinamos muito mais coisas do que o exigido pela Marinha.
Sempre tomamos o cuidado de passar mais tempo do curso tratando de assuntos ligados à segurança.
Nossa preocupação não é o resultado do exame e a obtenção da habilitação.
Deixamos claro logo no início da primeira noite de aula que a aprovação é uma conseqüência, mas não o foco do curso.
Boa parte dos tópicos abordados por nós não passam nem perto dos temas cobrados no exame.
Consideramos que a prova da Marinha passa muito longe das reais necessidades dos recém habilitados.
A prova prática, que foi realidade por algum tempo, deveria voltar!
O exame teórico não é capaz de avaliar os conhecimentos dos candidatos. A maioria deles se habilita sem nunca ter dirigido uma embarcação.
A prova prática precisa voltar, mas não como era executada no passado. A avaliação deveria estar embasada na realização de manobras, na atracação e desatracação, no fundeio e demonstração efetiva de conhecimentos sobre as cartas náuticas.
É impossível navegar em qualquer lugar sem conhecer que tipo de obstáculos existem debaixo dágua. Os riscos são enormes se pensarmos a quantidade de pedras e bancos de areia que existem escondidos por ai.
 
Por: Marcelo Lopes

domingo, 12 de dezembro de 2010

Final de semana de Módulo IV – Lagoa dos Patos

A previsão do tempo previa muita chuva para o final de semana. Desde segunda-feira acompanhávamos os principais sites meteorológicos disponíveis.
Nosso horizonte não era dos melhores em função do volume de chuva previsto: mais de 10mm para o sábado e algo em torno de 60 a 90mm para o domingo com ventos de norte a noroeste para os dois dias.
Na terça, quarta e quinta o volume previsto de chuva não sofreu grandes variações, mas o vento passara para oeste a sul no domingo, com início previsto para o meio da tarde em diante com velocidade variando entre 20 e 35 nós.
Como o curso encerra às 13h do domingo, passaríamos longe do vento forte.
Confesso ter vacilado por alguns instantes na quinta-feira. Navegar com chuva o tempo inteiro não é das coisas mais agradáveis. Tá certo que o curso é de módulo avançado, mas nunca devemos perder de vista o prazer e o conforto.
Resolvi me antecipar e saber logo se o pessoal estava a fim de encarar o caldo grosso da previsão. Como estavam todos de acordo acabei confirmando a realização do curso.
No sábado às 8h estavam todos no Jangadeiros: Luis Viecelli, Sérgio Spadoni, Marcelo e Lucas Nunes, Ribamar Garcez e eu. Depois da montagem do barco fomos para a carta náutica dar uma olhada na navegação estimada. Pegamos todos os pontos de nossa rota para a lagoa, inclusive com os pontos de pernoite nos casos de planos “b” ou “c”. Observamos também a régua de profundidade do Guaíba. Estava marcando o nível zero, isto é, nenhuma gota de água acima daquilo previsto na carta náutica (atenção redobrada com os bancos de areia).
Às 9h30 deixamos o canalete do clube e partimos para o sul.
A previsão de vento e chuva não se confirmaram. Saimos com vento norte de 5 nós. Colocamos o balão e navegamos com ele por algumas milhas, quando o vento deu uma caída.. Motoramos por quase uma hora até o vento noroeste aparecer com mais força. Preparei o almoço na altura da Ilha do Chico. Arroz, frango com alcaparras e salada marinheira fizeram nosso primeiro e importante lastro no estômago. Não sabia ao certo a força do vento que encararíamos dali para frente e reforçar o almoço era vital para evitar as surpresas do “estômago vazio”.
Deixamos a Chico por boreste e navegamos até Itapuã. A esta altura o vento havia rondado novamente para norte, subindo para uns 12 nós. Nosso 1º objetivo era conseguir chegar ao Clube Náutico de Itapuã para desembarcar o Marcelo Nunes e seu filho Lucas. No domingo Nunes estava de aniversário e não permaneceria a bordo.
O canalete de acesso ao clube estava seco e logo demos uma encalhadinha. Desencalhe faz parte do programa deste curso, então vamos lá: todo mundo prá borda e motor dando uma força. Por sorte nossa amiga Tina estava na ponta do trapiche e deu a dica para retornarmos um pouco e entrar junto à margem de boreste. Passamos a 1m das pedras e a não mais de 3 metros da margem de areia para conseguir acessar o trapiche.

Tripulação completa minutos antes do desembarque em Itapuã

Deixamos nossos dois tripulantes e rumamos para o Farol de Itapuã, deixando a Ilha das Pombas por bombordo. O vento começou a diminuir. Estava rondando novamente. Passou do norte para noroeste, onde acabou se acomodando.
Às 16h30 passamos pela barra do Guaíba e fizemos o tradicional brinde e batismo dos novos marinheiros da Lagoa dos Patos. O tempo estava firme e nem sinal daquela chuva informada pelos amigos da meteorologia.
Após o batismo rumamos para a Praia de Fora e depois para a praia do Tigre, onde fundeamos para o banho de lagoa e fotos.

Chegada na barra do Guaíba

Batismo de lagoa

Início do costão oeste da Praia do Tigre

Praia de Fora

Praia do Tigre

Oceano fundeado no Tigre

Praia do Tigre

Praia do Tigre

Praia do Tigre

Ponta da Formiga

Ilha do Barba Negra pela proa

Tripulação no retorno para o Guaíba

Do alto das cruzetas

Farol de Itapuã pegando fogo no final de tarde

Quadro pintado à mão. Farol de Itapuã e Ponta da Formiga ao fundo

Dali orientamos a proa para a Ilha do Barba Negra e como a previsão do vento forte poderia antecipar resolvemos navegar durante a noite, buscando um bom abrigo para o pernoite.
Navegamos quase até o través da Ponta da Formiga e retornamos para o Guaíba. O vento virou novamente de norte e entramos no Guaíba de contra-vento. Demos um bordo para a Praia do Sítio para o pessoal conhecer pessoalmente as belezas que tanto falo. O bordo seguinte deu na cara da Ilha do Junco e em mais duas cambadas já estávamos com nosso objetivo próximo da proa. O céu, que até então apresentara cobertura de nuvens deu espaço para as estrelas e para a lua, que logo clareou a noite, deixando seu reflexo bem no rumo de proa.
O vento subiu dos 12 para 16 e depois para 18 nós. Genoa 2, grande rizada na 2ª forra e travler a sotavento formaram a regulagem ideal para aquelas condições.
Chegada na Chico: meia-noite em ponto. Só havia um barco atracado na Ilha.
O aluno Luis Viecelli levou um pernil de javali assado na brasa e um pão feito em casa. Não preciso nem dizer como estava!! Comemos como reis.
Navegamos por 15 horas e meia e o cansaço nos fez dormir como anjos. Realizamos durante o dia mais de 50 manobras de “homem ao mar”. Rizamos inúmeras vezes a vela grande. Subimos e baixamos a genoa algumas dezenas de vezes. Cambamos e jaibeamos até cansar. Realizamos muitas manobras e fainas a bordo. O resultado foi um dia duro, mas muito produtivo.
Deixamos o trapiche da Ilha por volta das 6h da manhã e o vento, que parou na madrugada, resolveu dar as caras com uma brisa de norte com- 5 nós.
Contornamos toda a Ilha em vez de sair direto para o noroeste. Era muito cedo para iniciar o caminho de volta e por isso resolvemos dar toda a volta na Ilha.
O vento permaneceu fraco pelo resto da manhã e próximos da Ponta Grossa o noroeste entrou com boa velocidade (10 - 14 nós), permitindo um belo contra-vento.
Por volta das 11h30 chegamos ao clube. Arrumamos todo o barco e fomos baixar as fotos da viagem. Entreguei os certificados de conclusão e me despedi da tripulação que já fazia planos para o nosso próximo curso em Florianópolis.
Em janeiro realizaremos módulos intensivos de 1 final de semana. A idéia é não prender ninguém por dois finais de semana seguidos. Até lá...


Por Marcelo Lopes

domingo, 5 de dezembro de 2010

Imagens - Paradouro Salão Náutico do Mercosul 2010

Escola Oceano na organização do 2º Rally Náutico do Salão do Mercosul
Na foto: momento da distribuição dos numerais aos competidores


da esquerda para a direita
André Larréa, Equipe RS Resgate (Robson Sampaio, Leandro Ávila e Luis Saraiva) e Eu...

Entrega de prêmios do Rally - 1º lugar categoria Graduados
Patrocinaram o Rally Náutico as empresas Motoryama, Noblese e HomemNáutica

Família Oceano no Lounge da Noblese

Trapiche do Paradouro



Equipe RS Resgate

Trabalho competente nunca visto em eventos náuticos!

A equipe liderada pelo Salva-vidas e Marinheiro de Convés Luis Saraiva deu um show na segurança aquática do evento. 
Fizeram muito mais do que ficar à disposição como socorristas: coordenaram todas as atracações e desatracações nos dois trapiches do paradouro, evitando muita confusão.
No segundo final de semana do evento utlizaram, além do jetski, um bote de apoio com motor de 15Hp (cedido pela Motoryama). O bote auxiliou no apoio à segurança e serviu de vai e vem para os convidados que ancoravam seus barcos em frente ao paradouro. 
A RS Resgate trabalhou durante toda a semana passada na segurança aquática dos Jogos Radicais de Porto Alegre, realizando incontáveis resgates dos atletas do kitesurf, além de prestar auxílio à comissão de regatas na montagem dos percursos e colocação das bóias de regata.
Luis Saraiva realiza também a segurança dágua das etapas do gaúcho de surf. Atuou também na etapa do mundial de surf WQS no Farol de Santa Marta em 2010.
Mais informações e contratos de serviço: (51) 9326.1423




Por: Marcelo Lopes


Imagens - Jogos Radicais 2010


A janela de tempo para a realização dos Jogos Radicais deste ano ocorreu do dia 22 ao dia 28 de novembro, possibilitando à comissão de regata (escola oceano), realizar as regatas de kitesurf e stand up nas melhores condições meteorológicas possíveis. Resolvemos dividir o campeonato em dois: a pontuação da semana foi computada separadamente em relação às regatas do final de semana. Tomamos esta decisão para não prejudicar os atletas que não puderam comparecer durante a semana em função de trabalho.
Na terça-feira, com uma boa condição de vento,  realizamos 06 regatas de kite.
Na quarta, quinta e sexta ficamos no aguardo de vento mas ele não apareceu. No sábado com a previsão de pouco vento realizamos as regatas de stand up nas categorias iniciante e open (para pranchas de até 10 pés) com percurso de 02 e 03 km respectivamente. A principal regata de stand up, para pranchas com mais de 10 pés (percurso de 5 km), teve que ser transferida em função do aumento do vento no final da tarde.
O aumento do vento atrapalhou as pranchas de standup mas favoreceu ao kite. Conseguimos realizar a primeira regata, validando o campeonato do final de semana.
No domingo havia uma previsão de vento forte e marcamos  prova de stand up para às 10 da manhã. O vento começou cedo demais e tivemos que partir para o plano b, montando um percurso de vento a favor. Levamos os atletas e suas pranchas para a praia do Tranquilo (Ponta Grossa) a bordo do barco Travessia e de lá demos a largada da maior regata do evento com 5 km de percurso.
Na chegada o vento já passava dos 20 nós. A tarde prometia....
Assim que todos os atletas chegaram fui dar um velejo de kite para avaliar as condições. O vento estava forte e em menos de 1 hora as rajadas já passavam dos 24 nós.
Às 15h iniciamos a sinalização de partida das regatas de kite. Conseguimos realizar 04 regatas com percurso de contra-vento, aumentando o grau de dificuldade em relação às regatas da semana, onde fizemos percursos com bóias mais arribadas em função dos ventos de menor intensidade.
Ao final da regatas de percurso iniciamos as baterias de homem a homem para o campeonato de maior tempo de vôo. Julgamos a modalidade da beira da praia, facilitando muito a cronometragem e o controle de saída e chegada dos atletas.

Confira os resultados:

Kitesruf Regata Open - Campeonato da semana
1 - Duda Negão
2 - Adriano Porto Alegre
3 - Erik Sigmann

Kitesurf Estreante
1 - Gustavo Monteiro
2 - Bruno Redivo

Kitesurf Regata Open - Final de Semana
1 - Duda Negão
2 - Elias Seadi
3 - Luis Otávio Rodrigues

Stand Up Estreante
1 - Fabrizio Russomanno
2 - Andre Passow
3 - Gustavo Monteiro

Stand Up Feminino
1 - Priscila Correa
2 - Marta Lisboa
3 - Camila Caetano

Stand Up até 10 pés
1 - Andre Torrely
2 - Leonardo Rancich
3 - Fabrizio Russomano
Stand Up acima de 10 pés
1 - Felipe Goettems
2 - Andre Torrely
3 - Diogo Bicca

Regata Open - Final de Semana
1 - Duda Negão
2 - Elias Seadi
3 - Luis Otávio ( Tavinho)

Hang Time (maior tempo de vôo)
1 - Rodrigo Barcellos 5,77 seg
2 - Elias Seadi 4,88 seg
3 - Rafael Freitas 4,94 seg



Retorno dos atletas entre uma regata e outra
foto: arquivo JogosRadicais

Escola Oceano fazendo o breafing da Regata de Kite
foto: arquivo jogos Radicais











Por: Marcelo Lopes

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Atividades dos próximos dias...

No próximo final de semana (27 e 28) inicia os Jogos Radicais de Porto Alegre em Ipanema.
A Escola de Vela Oceano é a responsável pela organização e arbitragem das regatas de Kitesurf e Stand Up Paddle.

No dia 27 inicia o Salão Náutico do Mercosul. Estaremos presentes no evento ministrando o curso de Arrais Amador que ocorre nos dias 29 e 30 de novembro.
O Veleiro Escola ficará atracado no pier do Salão durante o evento e estará aberto para visitação e Experience Sailing (sujeito a alteração de programação devido às condições meteorológicas).

No dia 04 de dezembro inicia mais uma turma do curso de Arrais na Marina da Conga (Motoryama/Escola Oceano).

Nos dias 11 e 12 de dezembro estaremos navegando rumo à Lagoa dos Patos para mais uma edição do  Módulo IV da Iniciação à Vela. O curso é intensivo e tem duração de 22 horas/aula. A saída está marcada para às 8h da manhã do sábado e o retorno para o domingo às 14h.  


Módulo II intensivo

Terminou neste domingo (21) o intensivo de Iniciação à Vela Oceânica - Módulo II (16 horas/aula.
No sábado a navegada iniciou com 10 nós às 9h da manhã e terminou com 22 nós às 17h. Deu para ir até a frente de Belém Novo, com parada para as técnicas de fundeio e almoço na prainha do Tranquilo na Ponta Grossa. Navegamos com as velas novas e o barco andou muito bem. Vela grande rizada na 1ª e única forra e genoa 2 fizeram a melhor combinação para aquelas condições. Depois da Ponta Grossa o vento aumentou um pouco, passando dos 18 para 20 nós com uma onda de menos de meio metro.
O programa do módulo II é focado basicamente nas técnicas avançadas de contra-vento (toque em vento forte, acertos de vela e VMG) e no jaibe. Se no módulo I a cambada é a principal manobra executada e repetida dezenas de vezes, no módulo II a manobra é o jaibe. Foram mais de 40 jaibes ao longo do sábado e domingo. Além desses dois tópicos, a segurança da navegação, as técnicas de fundeio, nós e nomenclatura do módulo também são trabalhadas.
Como o vento esteve presente durante as 16 horas navegadas no sábado e no domingo conseguimos médias de velocidade acima dos 5,5 nós no contra-vento e nos ventos folgados as médias ficaram acima dos 6,5 nós. 
Nesta época do ano e até o final do verão os cursos intensivos são a melhor forma de compôr a exigência pedagógica dos módulos com a disponibilidade de tempo dos alunos, já que os finais de semana na praia começam a concorrer com as aulas de vela. Num final de semana normal, com vento pela manhã e pela tarde é possivel desenvolver um módulo de 16 horas com bastante produtividade. 

Ponta Grossa ao fundo

Bordo em Ipanema (quase na areia) 

Era o dia do Kitesurf em Ipanema (20/24 nós)








Por Marcelo Lopes